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BENDITOS LIVROS ENTREVISTA – ALINE BEI

Vamos conhecer mais autores nacionais ?

Sim, precisamos conhecer  mais autores e histórias de inspiração nacional ! Por isso, nossa série de entrevistas continua, dando espaço e visibilidade aos autores nacionais, especialmente nos tempos de hoje, em que o mercado editorial anda inundado de autores e tendências estrangeiras.

Você, como leitor atento que é, sabe que o caminho para levar um manuscrito até ao processo final de editoração é árduo e tortuoso. Na nossa primeira entrevista conhecemos Gisele de Assis, cuja trilogia dos Guardiões de Orfheus foi desenvolvida e publicada de maneira independente.

Hoje vamos conhecer uma autora que persistiu e teve seu trabalho formalmente publicado. Aline Bei é atriz e escritora, paulistana, e formada em Letras. Seu romance de estreia O peso do pássaro morto  foi desenvolvido com a ajuda da oficina de criação literária de Marcelino Freire, a Oficina Toca.  Esse espaço para experimentação e desenvolvimento literário parece ter permitido a Aline amadurecer seu estilo peculiar de escrita, uma linguagem quase que  experimental, que se reflete até aqui, na nossa entrevista. Venha conhecer mais sobre Aline !

 

Conte para a gente sobre sua primeira experiência literária , o primeiro texto que escreveu (tema, estilo, título do texto etc. ) e o que aconteceu com ele.

escrevi meu primeiro texto no caderno do cursinho

numa noite em que decidi não ir

para o cursinho

 fiquei dentro do carro

estacionada de frente para uma árvore e escrevi

 

 A FUGA

um texto sobre a não permanência de uma personagem que no fundo queria muito

pertencer.

 mandei o texto por email para um amigo artista plástico que estava morando em Londres. ele me disse:

 -legal, mas

o que é isso, um roteiro? um conto?

 meu hibridismo involuntário. 

 

Como é o seu processo de escrita? (Você pesquisa? Escreve todo dia? Tem rotina?)

eu escrevo e leio todos os dias.

 fico cansada como se tivesse passado horas

num Balanço

 a vista, o vento

o impulso do corpo querendo voar de repente lembrando

da corda.

 

O fato de ser brasileiro (a) influencia seu modo de escrever?

 nunca escrevi de outro lugar.

 

Conte-nos um pouco sobre a oficina de criação literária que te ajudou a desenvolver a história do livro. Como funciona?  Recomenda?

sem dúvida, a oficina me ajudou a publicar o Pássaro e a vivência com outros escritores

me fez muito bem.

 

Qual foi a maior dificuldade enfrentada no processo de publicação do seu livro?

é difícil encontrar alguém que aposte no seu projeto literário, as portas estão aparentemente fechadas

o mais importante é não desistir.

 

 

Um livro/autor nacional  que você acha que merecia mais reconhecimento do público e por quê?

vou dizer de um que amei ler

e que ganhou prêmios, inclusive, ainda assim ele deve/precisa chegar em mais leitores:

 Sem vista para o mar, da Carol Rodrigues.

 são pequenos contos

em um livro de estreia que é de matar.

 

Como você lida com as críticas e resenhas negativas?

do mesmo jeito que se lida com as positivas:

digerir

e tentar aprender

o que for possível para se tornar uma escritora melhor. 

 

 Há algum estilo literário que  você não se enxerga escrevendo?

livros que continuam
em outros livros.



O que você está lendo no momento?

Com Armas Sonolentas  (Carola Saavedra, Cia das Letras)

 

Acho que com essa pequena entrevista vocês conseguem perceber o quão peculiar é o estilo de Aline Bei. O peso do pássaro morto, que eu resenhei no blog (clique aqui pra ler), foi uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos. Sua forma de escrever  traz liricismo a temas duros, difíceis de ler, e eu me encantei. Aos que ficaram interessados a conhecer mais sobre ela, Aline tem uma blog de poesias, o Aline-se , leitura obrigatória !

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