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Resenha: O ceifador, de Neal Shusterman

Olá, amigos leitores, tudo bem com vocês?

Eu preciso confessar que as eleições sugaram todaa minha energia e meu foco esses dias. Essa já é a terceira versão dessa resenha que escrevo, porque apaguei as duas primeiras sem nem me dar conta do que estava fazendo ! O ódio disseminado, os ataques fisicos, as picuinhas nas redes sociais, a ignorancia para com a história e os livros de política estão me deixando um tanto quanto abismada. Afinal, estamos no século XXI, e eu esperava uma certa maturidade .

Quando as pessoas passam a acreditar em mensagens mal escritas no Facebook e desdenham livros de história,  isso é sinal de que o país ainda precisa trabalhar muito na educação e na formação social dos cidadãos. Eu tenho usado a leitura como valvula de escape , e eu sei que a leitura ajuda muito a abrir nossos horizontes. Harry Potter, Katniss, Frodo, Skywalker, todos eles lutaram contra o poder que corrompe e destroi a sociedade, pense nisso!

O livro que trago hoje tem coisas muito pertinentes aos dias de hoje. A premisa é otima, mas o livro decepciona. Achei que a hype no Bookstagram nacional foi um tanto exagerada no que concerne essa serie, mas ainda acredito que ela tem potencial. Vamos aos detalhes  (como sempre, darei o mínimo de spoilers possível !) :

 

Titulo – O ceifador (Scythe)

Autor – Neal Shusterman , com a tradução para o português feita por Guilherme Miranda

Editora  – Seguinte

Nota Benditos Livros – ⭐⭐⭐

 

Por onde começar?

O livro nos mostra uma utopia – isso é ,  uma descrição de  sociedade ideal comprometida com o bem-estar da coletividade, na qual não mais existe a morte. O avanço tecnológico trouxe uma existência confortável para todos os habitantes, e eles não mais perecem com doenças ou acidentes. O controle populacional é feito por meio de uma casta de ceifadores, pessoas reverenciadas e altamente treinadas para sua posição. A historia  gira em torno  do treinamento de dois adolescentes, escolhidos como aprendizes da profissão, e como essa casta social de ceifadores começa a sofrer com o aumento da corrupção, que afetará diretamente a vida dos aprendizes.

Sim, a premissa é otima, não é?

Mas o texto  é muito inssosso e chato.

Ele achei o texto até bem escrito, bem desenvolvido – esse não é o problema.

O livro traz tantos conceitos interessantes que podiam ser trabalhados –  podia discutir a relação com a morte de maneira mais detalhada, falar sobre a corrupção inerente a existencia humana, mas não o faz.  Eu me peguei querendo saber mais , e não encontrei o que procurava nesse volume. Todos nós lutamos por uma sociedade assim, não é mesmo ? Sem fome, sem morte, sem opressores. A explicação sobre esse fenômeno é pequena.

Os dois personagens principais, o rapaz e a menina aprendizes, são muito sem graça e sem profundidade. Parando para pensar um pouco, talvez viver em utopia seja assim mesmo, porque você retira do ser humano o impulso, a gana de lutar por aquilo que deseja. Nesse mundo perfeito, não existe essa necessidade, então tudo me pareceu cinzento demais.

Por isso acho o livro ficou muito arrastado , e os  plot twists  óbvios demais para mim. Temos nele também um início de romance, mas que, sinceramente, poderia ter ficado de fora de tão sem graça.

Se você ficou desencorajado(a) com essa crítica ao livro, não se desepere, há redenção ! Já fiquei sabendo que o volume 2 da serie,  que se chama ” A nuvem “, é muito melhor que o antecessor e tem ótimas notas mundo afora. Por isso, eu vou dar  mais uma chance aos ceifadores!

Já leram? O que acharam? Adoraria saber o que gostaram ou odiaram nesse livro !

 

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