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RESENHA: The Outsider

E chegou o grande dia da resenha do livro mais esperado do semestre ! Quem aí não está morrendo de curiosidade para saber do que se trata The Outsider, do rei do terror Sptephen King?

The OUTSIDER – Stephen King

Charles Scribner’s Sons  2018  Editora Suma no Brasil

Tradução de Regiane Winarski

Nota do Benditos Livros –  3,75 ? Ah, tá bom, vamos de  ⭐⭐⭐⭐

 

 

O livro tinha – e ainda tem – muita hype, muito burburinho online. Leve isso em consideração. Vamos com sede, esperando uma obra prima do outro mundo.  Uma das melhores qualidades do livro , segundo  resenhadores, jornalistas e booktubers  era que o livro trazia um feeling das obras mais amadas de King, e a onda de nostalgia tomou conta. Mas, no decorrer do livro, ainda que tivesse presenciado essa formula bem sucedida  das historias dele, não vi nada excepcional.

Ainda assim, o livro tem ótimas qualidades. A história começa com o terrivel homicídio de um garoto. Todas as evidências apontam para o treinador de baseball da cidade, que é um cidadão acima de qualquer suspeita . Provas fisicas e testemunhas apontam sua culpa e a cidade se vira contra ele. Contudo, o treinador tem álibis perfeitos. Como a mesma pessoa pode estar em lugares diferentes ao mesmo tempo ? O tema é intrigante , e mexe com a gente.

A historia se apresenta em multinarrativa, e, por meio dela, podemos observar que o monstro desse livro é muito maior que uma presença sobrenatural. King sabe bem como trabalhar as falhas do  caráter  humano e os problemas  sociais contemporâneos , fazendo deles temas assustadores. No livro vemos que a intolerancia, o fenômeno do fake news, a histeria coletiva, tudo isso contribui para deixar a historia cada vez mais real e urgente.  No concerne  a entidade sobrenatural per se , eu adorei o fato de ele ter sido tirada do folclore mexicano e ligada a histórias dos povos nativo americanos, mas achei ela meio sem graça.

Outra grande sacada do King foi a volta de Holly Gibney  ( da Trilogia do Bill Hodges) . Na minha opinião, ela salva o terço final desse livro . Ela é um personagem completo, cheia de nuances, que sabe equlibrar  bem o estranho e o lógico. Adoraria ler mais livros sobre o escritório de investigação Finders Keepers.

Para mim, o livro perde uma estrela porque é  muito grande, e se arrastou em certos pontos para mim . O primeiro terço e a parte em que Holly toma parte da história são as melhores, e  umas 50-100 páginas a menos não interfeririam com o desevolvimento da narrativa.  A entidade sobrenatural e sua confrontação não me convenceram muito também. A sensação é de que faltou algo na sua definição, razão de ser, mas eu não sei bem o quê.

Mas esses são motivos não servem de desculpa para que você deixe o livro para depois. Ele é perfeito para os tempos atuais, onde julgamos e apontamos culpados mesmo antes de saber se as informações são verdadeiras, onde o medo do novo dificulta o entendimento do moderno. Stephen King sabe transformar o rotineiro em assustador.

 

 

 

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